As chuvas ocorridas na região Sul nos últimos dias não aliviaram os efeitos da seca prolongada. Na verdade, problemas climáticos, ou com excesso ou com falta de chuvas, vem atingindo todo o país.

A maior preocupação é que as chuvas nas terras gaúchas não têm apresentado volume significativo para resgatar a lavoura que está 48% em estado de desenvolvimento vegetativo.

O clima e a perspectiva para o Rio Grande do Sul destaques do balanço do mercado desta segunda-feira.

O balanço elaborado pela Rural Centro apresenta as principais informações do setor. A ideia é que o produtor encontre em apenas uma página tudo o que é importante para o desenvolvimento do seu negócio e as principais notícias dos últimos dias.

Como está a situação do RS e qual é a previsão climática?

Comentário do gerente da Emater/RS

Preço físico

Mercado Futuro

Conab

IBGE

USDA

Secex

Matérias Importantes

CLIMA e Situação do RS

Segundo as últimas informações do Emater (Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperatividade), as chuvas dos últimos dias, onde ocorreram em volume representativo, trouxeram um pequeno alívio aos produtores.

Os técnicos da entidade, nos cultivares mais do tarde, com período maior de crescimento até a floração, espera-se uma retomada no crescimento das plantas até a floração, com as plantas entrando nesse estágio com porte mais adequado.

Essa situação ainda é possível para 49% das lavouras que se encontram em desenvolvimento vegetativo, e dependerá da sequência de chuvas nos próximos dias e semanas.

O problema maior é com a soja em estágio de floração (43%) e em formação de grãos (8%), onde o risco de comprometer a produtividade é grande.
Uma pesquisa de campo mostra que em condições de solos mais declivosos e/ou rasos, há quantidades significativas de lavouras com amarelecimento e morte de plantas em reboleiras (áreas definidas dentro de uma mesma lavoura), assim como as lavouras implantadas recentemente, que não tiveram oportunidade de enraizamento, estão ficando “falhadas” pela morte de plantas.

Essa situação também começa a ser notada em regiões onde, até então, os prejuízos não eram muito significativos, como Campanha (Regional Bagé) e Sul (Regional Pelotas).

Do total plantado, 49% estão em fase de germinação/desenvolvimento vegetativo, 43% em fase de floração e 8% em enchimento de grãos. O resultado atual apresenta atraso em relação à safra anterior, quando na mesma época 45% estava em fase de floração e 10% em fase de enchimento de grãos.

Segundo as últimas informações da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) o Rio Grande do Sul deve produzir na atual temporada 10 milhões de toneladas, 14% a menos que na safra 2010/11, de 11,6 milhões de toneladas.

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PALAVRA DO ESPECIALISTA

A Rural Centro entrevistou o gerente técnico estadual da Emater, Dulphe Pinheiro Machado, para sentir os ânimos dos produtores na região Sul.

A situação por lá é desanimadora. Para Dulphe, os problemas com a seca, ao que tudo indica, estão longe de acabar e tudo depende do que vai acontecer nos próximos dias.

Ainda é cedo para quantificar todo o prejuízo, até porque as próximas semanas serão definitivas para o campo.

Até agora, já pode ser contada uma perda de 15% em relação à expectativa inicial de produção, prevista agora em 8,735 mil toneladas, considerando a média dos últimos cinco anos.

O produtor agora só pode esperar e ficar de olho no clima.

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PREÇO FÍSICO

Números do Cepea (Centro de Estudos e Pesquisas em Economia Aplicada) revelam que a cotação da saca da soja no Brasil está em ascensão, avaliada nesta última sexta-feira em aproximadamente 46 reais a saca de 60 quilos, contra R$ 45,89/sc anotada anteriormente.

É importante destacar que o atual patamar ainda não supera os números de 2011, quando no mesmo intervalo a saca de soja estava sendo comercializada a R$ 50,12.

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MERCADO FUTURO

O preço da soja no mercado futuro da BM&F Bovespa encerrou o pregão desta última sexta-feira com desvalorização de 0,55% para o contrato mai/12, que fechou o dia valendo US$ 27/saca de 60 quilos.

Já a Bolsa de Chicago finalizou os trabalhos da última sexta-feira com quedas entre 8 centavos de dólar e 10 centavos de dólar/bushel, com o mais curto prazo cotado a US$ 11,87/bushel.

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CONAB
No relatório apresentado no dia 10 de janeiro, a entidade aumentou em 0,7% a projeção de produção de soja, prevendo agora 71,8 milhões de toneladas, volume que é 7% inferior ao da safra 2010/11, de 76,3 milhões de toneladas.

Mato Grosso, o maior produtor da commodity, manteve a projeção de produção em 21 milhões de toneladas na atual temporada, contra 20,4 milhões de toneladas, uma alta de cerca de 3%.

Já para o Paraná, os técnicos da entidade aumentaram a produção 2011/12 para 13,2 milhões de toneladas, 17% a menos do que produzido na temporada 2010/11, de 15,4 milhões de toneladas.

O Rio Grande do Sul deve produzir na atual temporada 10 milhões de toneladas, 14% a menos que na safra 2010/11, de 11,6 milhões de toneladas.

A área destinada ao plantio da commodity deve aumentar quase 2% em relação à anterior, prevista agora 24,6 milhões de hectares. A produtividade está prevista em 2.906 quilos por hectare plantado, 7% a menos que na safra anterior.

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IBGE

Segundo o IBGE, a produção de soja esperada de 74,2 milhões de toneladas, apresenta uma variação negativa de 0,9% em comparação à registrada 2011, porém acrescida em 0,4% quando confrontada a de novembro.

A área a ser colhida (24,6 milhões de hectares) mostra um crescimento de 2,4%, enquanto o rendimento esperado (3.013 kg/ha) apresenta um decréscimo de 3,2%.

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USDA

As projeções do USDA para a safra 2011/12 de soja do Brasil estão próximas dos números do IBGE. A entidade americana também acredita que os brasileiros produzirão na atual temporada 74 milhões de toneladas métricas de soja.

O Brasil, segundo maior produtor mundial, deve exportar ao longo deste ano 39 milhões de toneladas, encerrando o ciclo com estoques finais de 17,4 milhões de toneladas.

Os Estados Unidos, com produção prevista em 83,2 milhões de toneladas, continuam na liderança. Enquanto que a Argentina, com 50,5 milhões de toneladas, está na terceira posição.

Os números do USDA mostram que a produção mundial de soja deve atingir 257 milhões de toneladas métricas. A entidade continua mantendo a projeção de importação de soja por parte da China em 56,5 milhões de toneladas.

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EXPORTAÇÃO

As exportações de soja somaram em 2011 aproximadamente 33 milhões de toneladas, o maior resultado de toda a história, 13,5% a mais que os embarques do ano anterior, de 29 milhões de toneladas líquidas.

As últimas informações da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) revelam que a receita das vendas externas totalizou 16,3 bilhões de dólares, também um recorde histórico, com incremento de 47,9% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Mais uma vez, o principal destino da soja brasileira foi a China, com negociação total de 22 milhões de toneladas, respondendo por 67% do resultado total.

Muito atrás, mas em segundo lugar, ficaram os espanhóis que importaram em 2011 2,4 milhões de toneladas de soja. Em terceiro lugar, com 1,5 milhão de toneladas ficaram os Países Baixos e em quarta posição, com 1,1 milhão de toneladas, ficou a Tailândia.

O Estado de Mato Grosso continua dominando as exportações de soja no Brasil, com participação de 29% no âmbito nacional, com total de 9,7 milhões de toneladas.
Os paranaenses, com total de aproximadamente 7 milhões de toneladas estão em segundo lugar e o Rio Grande do Sul, com total de 5,9 milhões de toneladas estão na terceira posição.

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Veja as principais notícias dos últimos dias:

Chuva: expectativa de recuperação da soja no RS

Produtores paranaenses de soja aumentam exportações por Paranaguá

Colheita de soja começa em Mato Grosso e no Paraná
 

 



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