Balanço do Mercado de Milho: Preço do milho em ascensão no MS!
Os produtores de milho do Estado do Mato Grosso do Sul estão preocupados com o clima, mas com a demanda aquecida e com o estoque reduzido, não tem como reclamar dos preços. Este é o destaque do balanço do mercado de milho desta terça-feira.
O objetivo é mostrar em apenas uma página as principais informações e notícias apresentadas nos últimos dias e assim auxiliar o produtor nas negociações diárias.
Preço Físico – Apuração Rural Centro
Desde 10 de janeiro deste ano, o preço à vista do milho em São Gabriel do Oeste/MS opera na casa dos R$ 23, apesar da estabilidade, produtores comemoram a trajetória altista dos últimos 60 dias, considerando que no dia 23 de novembro de 2011, a saca da soja era vendida a R$ 19/sc, com acréscimo de 21%.
Com o aquecimento da demanda, a tendência é de elevação nos preços daqui pra frente.
Para o balanço desta semana, a Rural Centro entrou em contato com Alysson Paolinelli, presidente da Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo).
O presidente da entidade explica que evidente hoje o mercado do milho vive um momento bom, o grão está escasso e os preços em alta, com tendência a subir ainda mais nos próximos dias.
A Abramilho, com objetivo de atender toda a cadeia produtiva, está elaborando um programa para colocar o milho como uma cultura de primeira grandeza, que não dependa mais da rotatividade com a soja, etc.
Alysson ressalta que um país que consegue produzir a commodity duas vezes ao ano, como o Brasil, deve dar mais valor ao setor. Por isso, o presidente pede aos produtores que se aliem à Abramilho, conheça a proposta e aproveite este bom momento do setor.
A ideia é de que se aumente a produção de milho no país, com intervenção do Governo, com crédito, seguro e preços mínimos e aumentando a capacidade de estocagem. Com isso, serão evitados os picos de preços, como vem ocorrendo, prejudicando os suinocultores e avicultores.
Previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) é de chuvas para o Estado do Mato Grosso do Sul, produtores devem ficar de olho no grão que está, em grande parte, em fase de desenvolvimento vegetativo.
Para alívio dos produtores do Sul, afetados com a seca prolongada, a previsão para hoje é de pancadas de chuva e trovoadas em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Na BM&FBovespa, o pregão encerrou com alta de 0,49% para a única posição negociada, mar/12, que encerrou na faixa dos 28,49 reais a saca.
Enquanto isso, na Bolsa de Chicago, os trabalhos encerraram também em alta, com o contrato mar/12 cotado a US$ 6,20/bushel (alta de 8,50 cents) e com a posição mai/12 valendo US$ 6,25/bushel (elevação de 9 cents).
Os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostram que na temporada 2011/12 a produção de milho em todo o mundo deve somar 868,1 milhões de toneladas, volume maior do que era previsto anteriormente, de 867,5 milhões de toneladas métricas.
Além disso, a entidade prevê que o consumo dos países atingirá em 2011/12 867,98 milhões de toneladas, contra 868,61 milhões de toneladas vistos no relatório anterior.
O Brasil continua na terceira posição no ranking de países produtores do grão, com expectativa de produzir 61 milhões de toneladas, o consumo interno está previsto em 52 milhões de toneladas e as exportações em 8,5 milhões de toneladas.
Em primeiro lugar estão os Estados Unidos, com produção prevista em 313,9 milhões de toneladas, projeção também superior à observada no levantamento de dezembro, quando o USDA divulgou uma produção americana de 312,7 milhões de toneladas.
Apesar deste aumento na expectativa de produção, é importante destacar que os americanos direcionam boa parte da produção para o biocombustível.
Em segunda posição, o denominado dragão asiático da economia global, a China, que deve produzir em 2011/12 191,75 milhões de toneladas de milho e consumir praticamente todo este volume, tendo que importar, portanto, 4 milhões de toneladas, 33% a mais do que a entidade projetou em dezembro (3 milhões/t).
A União Europeia deve produzir 64,31 milhões de toneladas, consumir 64,9 milhões de toneladas, tendo que importar 3 milhões de toneladas da commodity.
No 4º relatório de estimativa de grãos, a entidade projeta que a produção da 1ª safra de milho deve totalizar quase 38 milhões de toneladas, cerca de 3% a menos que era previsto no relatório anterior, de 39 milhões de toneladas, ainda assim se confirmada a projeção da Conab haverá um crescimento de 5,6% em relação à safra 2010/11, quando a colheita alcançou cerca de 36 milhões de toneladas.
A área destinada ao plantio da 1ª safra de milho está projetada em 8,6 milhões de hectares, 2% a menos que no 3º relatório (8,8 milhões de hectares), mas anotando alta de 9,1% em comparação à safra 2010/11, de 7,9 milhões de hectares.
Apesar do aumento na área e produção, o clima deverá ser o fator fundamental na redução da produtividade, cada hectare deverá render 4.392 quilos de milho, 3% a menos que na safra 2010/11, de 4.538 quilos.
Para o milho safrinha, a Conab mantém cautela na projeção de área destinada ao plantio, projetando ainda 5,9 milhões de hectares, resultando em uma produção de 21,3 milhões de toneladas, 1,4% a menos que na safra precedente, de 21,6 milhões de toneladas. A produtividade, também em queda em relação à 2010/11, deve ficar em 3.595 quilos/hectare.
As duas safras juntas podem somar 59,2 milhões de toneladas na atual temporada, 3% acima da anterior, de 57,5 milhões de toneladas. Com produtividade prevista em 4.068 quilos por hectare e área total estimada em 14,6 milhões de hectares.
Assim como acontece todos os meses, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) apresentou dados sobre a produção de milho. Mas vale destacar que entre os números desta entidade e da Conab há uma diferença de 1 milhão de toneladas.
Segundo os técnicos do IBGE, para o milho 2ª safra, estima-se uma produção de 21,9 milhões de toneladas, menor 0,9% que a divulgada anteriormente.
Para a próxima temporada, espera-se uma produção de 36,9 milhões de toneladas na 1ª safra 2011/12, maior 7,9% que a de 2011, devido à ampliação de 7,1% na área de cultivo, estimada em 8,2 milhões de hectares, com um rendimento médio 4.483 kg/ha, 1,0% inferior a 2011.
Segundo as últimas informações da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), entre janeiro e dezembro de 2011, foram embarcadas ao exterior 9,5 milhões de toneladas, o terceiro maior volume verificado até hoje, apenas inferior às 10,8 milhões de toneladas exportadas em 2010 e 10,9 milhões de toneladas vendidas em 2009.
E mais, o faturamento obtido com os embarques externos foi recorde, alcançando 2,7 milhões de dólares, refletindo o atual momento do setor nacional, de profissionalização dos produtores e competitividade no âmbito mundial.
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