Ao que tudo indica, o clima ainda não é favorável aos sojicultores de boa parte do país. O que ocorre é que enquanto em alguns lugares a chuva em excesso traz transtornos, em outros o problema é a seca.

A previsão climática dos próximos dias é o destaque do balanço geral do mercado desta segunda-feira.

O balanço elaborado pela Rural Centro apresenta as principais informações do setor. A ideia é que o produtor encontre em apenas uma página tudo o que é importante para o desenvolvimento do seu negócio e as principais notícias dos últimos dias.

Clima

Preço Físico 

Preço Futuro

Conab 

IBGE

USDA 

Secex

Últimas notícias

CLIMA

Semana passada, mostramos a preocupação dos sojicultores gaúchos em relação ao clima, cuja estiagem não parecia dar trégua.

Para esta semana, a previsão ainda é alarmante. Dados da Somar Meteorologia revelam que a semana começa seca na região Sul, com previsão de precipitação apenas para algumas cidades do sul do Paraná, oeste de Santa Catarina e noroeste do Rio Grande do Sul e com volume pluviométrico baixo.

Não há previsão de mudanças repentinas nos próximos dias e o produtor desta área já conta prejuízos.

No  Sudeste, o problema é justamente o excesso de chuvas. Segundo a Somar, RJ e ES sofrem hoje com o efeito de uma frente fria que está avançando por esta área, trazendo fortes chuvas. SP e grande parte de MG, o tempo aberto predomina.

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PREÇO FÍSICO

Preços da soja em Primavera do Leste (FOB) não conseguem se firmar, após atingir R$ 40/sc no dia 25 de janeiro, os preços voltaram a cair nos últimos dias, encerrando esta última sexta-feira a R$ 38,50/sc.

Além disso, o patamar atual é 7,2% inferior ao do mesmo período do ano passado, quando o sojicultor local vendia a saca de soja a R$ 41,50.

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MERCADO FUTURO

O pregão noturno desta segunda-feira na Bolsa de Chicago fechou em queda, com o mais curto prazo valendo US$ 12,04 bushel.

Na última sexta-feira, a BM&FBovespa encerrou os trabalhos com perda de 0,61%, com a posição mai/12 valendo US$ 27,6/sc.

Resultado negativo também na Bolsa de Chicago no pregão diurno do dia 27, com o mais curto prazo negociado a US$ 12,19/bushel.

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CONAB

No relatório apresentado no dia 10 de janeiro, a entidade aumentou em 0,7% a projeção de produção de soja, prevendo agora 71,8 milhões de toneladas, volume que é 7% inferior ao da safra 2010/11, de 76,3 milhões de toneladas.

Mato Grosso, o maior produtor da commodity, manteve a projeção de produção em 21 milhões de toneladas na atual temporada, contra 20,4 milhões de toneladas, uma alta de cerca de 3%.

Já para o Paraná, os técnicos da entidade aumentaram a produção 2011/12 para 13,2 milhões de toneladas, 17% a menos do que produzido na temporada 2010/11, de 15,4 milhões de toneladas.
O Rio Grande do Sul deve produzir na atual temporada 10 milhões de toneladas, 14% a menos que na safra 2010/11, de 11,6 milhões de toneladas.

A área destinada ao plantio da commodity deve aumentar quase 2% em relação à anterior, prevista agora 24,6 milhões de hectares. A produtividade está prevista em 2.906 quilos por hectare plantado, 7% a menos que na safra anterior.

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IBGE

Segundo o IBGE, a produção de soja esperada de 74,2 milhões de toneladas, apresenta uma variação negativa de 0,9% em comparação à registrada 2011, porém acrescida em 0,4% quando confrontada a de novembro.

A área a ser colhida (24,6 milhões de hectares) mostra um crescimento de 2,4%, enquanto o rendimento esperado (3.013 kg/ha) apresenta um decréscimo de 3,2%.

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USDA

As projeções do USDA para a safra 2011/12 de soja do Brasil estão próximas dos números do IBGE. A entidade americana também acredita que os brasileiros produzirão na atual temporada 74 milhões de toneladas métricas de soja.

O Brasil, segundo maior produtor mundial, deve exportar ao longo deste ano 39 milhões de toneladas, encerrando o ciclo com estoques finais de 17,4 milhões de toneladas.

Os Estados Unidos, com produção prevista em 83,2 milhões de toneladas, continuam na liderança. Enquanto que a Argentina, com 50,5 milhões de toneladas, está na terceira posição.

Os números do USDA mostram que a produção mundial de soja deve atingir 257 milhões de toneladas métricas. A entidade continua mantendo a projeção de importação de soja por parte da China em 56,5 milhões de toneladas.

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EXPORTAÇÃO

Atenção: Resultado de janeiro será apresentado pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) no dia 1º de fevereiro.

As exportações de soja somaram em 2011 aproximadamente 33 milhões de toneladas, o maior resultado de toda a história, 13,5% a mais que os embarques do ano anterior, de 29 milhões de toneladas líquidas.

As últimas informações da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) revelam que a receita das vendas externas totalizou 16,3 bilhões de dólares, também um recorde histórico, com incremento de 47,9% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Mais uma vez, o principal destino da soja brasileira foi a China, com negociação total de 22 milhões de toneladas, respondendo por 67% do resultado total.

Muito atrás, mas em segundo lugar, ficaram os espanhóis que importaram em 2011 2,4 milhões de toneladas de soja. Em terceiro lugar, com 1,5 milhão de toneladas ficaram os Países Baixos e em quarta posição, com 1,1 milhão de toneladas, ficou a Tailândia.

O Estado de Mato Grosso continua dominando as exportações de soja no Brasil, com participação de 29% no âmbito nacional, com total de 9,7 milhões de toneladas.

Os paranaenses, com total de aproximadamente 7 milhões de toneladas estão em segundo lugar e o Rio Grande do Sul, com total de 5,9 milhões de toneladas estão na terceira posição.

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