Assim como os sojicultores estão de olho no céu e de olho no campo, a situação dos produtores de milho também não é diferente.

Para os próximos dias as duas regiões mais afetadas serão o sudeste e o sul, mas em situações paradoxas, uma por excesso e outra pela falta de precipitações.

Clima - Este é o destaque do balanço do mercado de milho desta terça-feira.

O objetivo é mostrar em apenas uma página as principais informações e notícias apresentadas nos últimos dias e assim auxiliar o produtor nas negociações diárias.

Clima

Preço Físico

Mercado Futuro

USDA

Conab

IBGE

Exportação

Matérias Importantes

Clima

Os Estados mais afetados pelo excesso de chuvas: MG, RJ e ES, voltam a enfrentar temporais.

Esta semana será marcada pelo avanço de uma frente fria  pelo Sudeste do Brasil, que organiza o canal de umidade da Amazônia entre Norte e o Sudeste do país.

De acordo com os meteorologistas da Somar Meterogia, há risco para transtornos, como alagamentos e deslizamentos de terra, inclusive em cidades mineiras, capixabas e fluminenses que já tiveram problemas no início de janeiro. Os acumulados podem passar dos 50mm entre estes Estados e também no oeste do Amazonas e em Rondônia.

No Sul, onde São Pedro deveria dar atenção, o tempo firme. Destaque para o oeste gaúcho, onde os termômetros já alcançam os 35°C, graças ao suporte do chamado "nordestão", que são ventos de nordeste que levam calor.

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Preço Físico – Apuração Rural Centro

Em Rondonópolis/MT, a cotação da saca de milho permanece a R$ 23,5 pelo sexto dia seguido, após registrar valorização de 4,4% entre 19 e 20 deste mês.

Vale destacar que o preço atual é 17,5% superior ao do mesmo período do ano passado, quando a saca de milho era negociada a R$ 20.

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Mercado Futuro

No pregão noturno da Bolsa de Chicago desta última segunda-feira o preço do milho atingiu US$ 6,34/bushel no mais curto prazo. Os trabalhos fecharam o dia em queda.

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USDA

Os últimos números  do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostram que na temporada 2011/12 a produção de milho em todo o mundo deve somar 868,1 milhões de toneladas, volume maior do que era previsto anteriormente, de 867,5 milhões de toneladas métricas.

Além disso, a entidade prevê que o consumo dos países atingirá em 2011/12 867,98 milhões de toneladas, contra 868,61 milhões de toneladas vistos no relatório anterior.

O Brasil continua na terceira posição no ranking de países produtores do grão, com expectativa de produzir 61 milhões de toneladas, o consumo interno está previsto em 52 milhões de toneladas e as exportações em 8,5 milhões de toneladas.

Em primeiro lugar estão os Estados Unidos, com produção prevista em 313,9 milhões de toneladas, projeção também superior à observada no levantamento de dezembro, quando o USDA divulgou uma produção americana de 312,7 milhões de toneladas.

Apesar deste aumento na expectativa de produção, é importante destacar que os americanos direcionam boa parte da produção para o biocombustível.

Em segunda posição, o denominado dragão asiático da economia global, a China, que deve produzir em 2011/12 191,75 milhões de toneladas de milho e consumir praticamente todo este volume, tendo que importar, portanto, 4 milhões de toneladas, 33% a mais do que a entidade projetou em dezembro (3 milhões/t).

A União Europeia deve produzir 64,31 milhões de toneladas, consumir 64,9 milhões de toneladas, tendo que importar 3 milhões de toneladas da commodity.

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Conab

No 4º relatório de estimativa de grãos, a entidade projeta que a produção da 1ª safra de milho deve totalizar quase 38 milhões de toneladas, cerca de 3% a menos que era previsto no relatório anterior, de 39 milhões de toneladas, ainda assim se confirmada a projeção da Conab haverá um crescimento de 5,6% em relação à safra 2010/11, quando a colheita alcançou cerca de 36 milhões de toneladas.

A área destinada ao plantio do milho 1ª safra está projetada em 8,6 milhões de hectares, 2% a menos que no 3º relatório (8,8 milhões de hectares), mas anotando alta de 9,1% em comparação à safra 2010/11, de 7,9 milhões de hectares.

Apesar do aumento na área e produção, o clima deverá ser o fator fundamental na redução da produtividade, cada hectare deverá render 4.392 quilos de milho, 3% a menos que na safra 2010/11, de 4.538 quilos.

Para o milho safrinha, a Conab mantém cautela na projeção de área destinada ao plantio, projetando ainda 5,9 milhões de hectares, resultando em uma produção de 21,3 milhões de toneladas, 1,4% a menos que na safra precedente, de 21,6 milhões de toneladas. A produtividade, também em queda em relação à 2010/11, deve ficar em 3.595 quilos/hectare.

As duas safras juntas podem somar 59,2 milhões de toneladas na atual temporada, 3% acima da anterior, de 57,5 milhões de toneladas. Com produtividade prevista em 4.068 quilos por hectare e área total estimada em 14,6 milhões de hectares.

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IBGE

Assim como acontece todos os meses, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) apresentou dados sobre a produção de milho. Mas vale destacar que entre os números desta entidade e da Conab há uma diferença de 1 milhão de toneladas.

Segundo os técnicos do IBGE, para o milho 2ª safra, estima-se uma produção de 21,9 milhões de toneladas, menor 0,9% que a divulgada anteriormente.

Para a próxima temporada, espera-se uma produção de 36,9 milhões de toneladas na 1ª safra 2011/12, maior 7,9% que a de 2011, devido à ampliação de 7,1% na área de cultivo, estimada em 8,2 milhões de hectares, com um rendimento médio 4.483 kg/ha, 1,0% inferior a 2011.

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Exportação

Atenção: O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) apresentará na próxima quarta-feira (1º) os dados de exportação de janeiro.

Segundo as últimas informações da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), entre janeiro e dezembro de 2011, foram embarcadas ao exterior 9,5 milhões de toneladas, o terceiro maior volume verificado até hoje, apenas inferior às 10,8 milhões de toneladas exportadas em 2010 e 10,9 milhões de toneladas vendidas em 2009.

E mais, o faturamento obtido com os embarques externos foi recorde, alcançando 2,7 milhões de dólares, refletindo o atual momento do setor nacional, de profissionalização dos produtores e competitividade no âmbito mundial.

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