Balanço do Mercado da Pecuária de Corte: Consumo per capita de carne bovina dos EUA tende a cair
Nem mesmo a proximidade do Carnaval impede a Rural Centro de apresentar aos leitores, cada vez mais numerosos e assíduos, o Balanço do Mercado de Pecuária de Corte.
Nesta segunda-feira (20), destacamos os dados do USDA no relatório Baseline Trade Projections e, devido à repercussão da semana passada, mantemos o estudo de exportação, que destaca os números do Irã.
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O Estudo Rural Centro analisa hoje os dados de Presidente Prudente, interior de São Paulo, o estado que lidera o ranking de maior exportador de carne bovina in natura do Brasil.
O balanço elaborado pela Rural Centro é apresentado toda segunda-feira e traz as principais informações do setor. A ideia é que o produtor encontre em apenas uma página tudo o que é importante para o desenvolvimento do seu negócio e as principais notícias dos últimos dias.
Ao longo dos últimos anos, os elevados preços dos alimentos, a recessão econômica e a seca nas planícies dos Estados Unidos foram fatores determinantes para reduzir o retorno financeiro dos produtores e também para baixar o investimento no setor do país.
O efeito deste cenário: A produção americana de carne vermelha e de aves deve cair este ano e no ano que vem.
Este fato somado ao aumento das exportações, o que ocorre é um declínio no consumo per capita de carne vermelhas e de aves até 2013, voltando a subir nos anos seguintes.
Segundo a entidade, em 2011 cada pessoa chegou a consumir em média 26,1 quilos de carne bovina ao ano, resultado superior ao estimado nos anos subsequentes, prevendo para este um consumo médio de 24,5 quilos, caindo para 23,3 quilos em 2013 e 23,5 quilos de carne bovina em 2014.
A partir de 2015, o USDA estima que o consumo deste alimento vai aumentar no país, alcançando 24,7 em 2015, 25,5 em 2016. Daqui a 9 anos, em 2021, o consumo aproximará novamente aos níveis de 2021, de 26,6 quilos por pessoa.
Já o consumo de carne suína não deve apresentar muitas alterações nos anos analisados pela entidade americana, permanecendo na casa dos 21 quilos ao ano.
A carne de vitelo e de cordeiro está estimada em 0,1 e 0,4 quilo até 2021.
Ao todo, o consumo de carnes vermelhas, como pode ser percebido no gráfico abaixo, segue a mesma linda de tendência do consumo de carne bovina. A expectativa é de redução em 2013 e 2014 em relação ao ano atual e uma elevação nos anos seguintes até novamente retomar os patamares de 2010.
Vimos na semana passada que em janeiro deste ano, as exportações de carne bovina, do tipo in natura, somaram 62,4 mil toneladas líquidas, resultado que é o terceiro menor desde janeiro de 2004.
Segundo a apuração feita pela Rural Centro, a Rússia mantém o status de maior comprador de carne bovina in natura do Brasil, com total de 16,2 mil toneladas líquidas no mês de janeiro deste ano, 20,2% acima das vendas registradas em jan/11, 13,5 mil toneladas.
Em segundo lugar, os egípcios compraram em jan/12 cerca de 11 mil toneladas de carne bovina, volume que é muito superior ao de jan/11, de 2,9 mil toneladas.
Os venezuelanos, com negociações de 9,2 mil toneladas, ficaram em terceiro lugar neste ranking comparativo, o triplo do verificado em jan/11, de 2,6 mil toneladas.
Os chineses, através das compras realizadas a partir de Hong Kong, sua unidade administrativa, importaram do Brasil 8,2 mil toneladas. O Chile comprou 2,4 mil toneladas de carne bovina.
Destaque para o Irã, país que em 2010 pulou para segunda posição no ranking de principais destinos da carne bovina in natura, hoje amarga o sexto lugar, com embarques de um pouco mais de duas mil toneladas.
Entre novembro e dezembro de 2011, a comercialização entre ambos países recuou de 10,9 mil toneladas para apenas 3,2 mil toneladas.
Mas o que teria acontecido? A mídia vem divulgando que o fato se deve a uma possível modificação do acordo bilateral entre ambos países em retaliação à atual política da presidente Dilma Russef, que não apoia o programa nuclear do país.
De qualquer forma, até quando os iranianos vão conseguir manter este bloqueio?
São Paulo continua liderando o ranking de principal exportador de carne bovina do Brasil (como já é sabido no setor, exportador da carne produzida em outros estados, como Mato Grosso do Sul).
No mês analisado, as vendas desta praça acumularam 19,5 mil toneladas, o segundo menor desde 2002, para este período citado, apenas maior que as 16 mil toneladas vendidas em jan/11.
Em segundo lugar, GO exportou 10,5 mil toneladas e passando do segundo para o terceiro lugar entre 2011 e 2011 ficou o MT, com total de 9,5 mil toneladas.
MS em quarto lugar alavancou as negociações em 57,6%, com total de 9,2 mil toneladas em jan/12.
A Rural Centro adia para o dia 27 de fevereiro a avaliação a partir de dois focos: o ranking por estado e por região e também os fundamentos que regem a queda nas vendas externas de Mato Grosso e a forte alta nos números do Mato Grosso do Sul.
ESTUDO RURAL CENTRO – PREÇO FÍSICO
Igual a outras importantes praças produtoras do país, Presidente Prudente, no interior paulista também operam em 2012 com média abaixo dos anos anteriores. Lembrando que esta praça foi escolhida pela Rural Centro por pertencer ao maior estado exportador de carne bovina.
No mês citado, o preço ficou estabilizado, encerrando o período no mesmo valor do 1º dia do ano, em R$ 98/@, registrando entre 16 e 30 de janeiro o valor de R$ 97/@, como pode ser visto no gráfico abaixo.
Em janeiro de 2012, a cotação média do boi gordo ficou em R$ 97,5, valor que mesmo ultrapassando os níveis de 2010 (R$ 74,6/@) e de 2009 (R$ 82,6/@), está quase 3% abaixo da média de 2011, de R$ 100,5/@.



