Balanço do Mercado da Soja: Rural Centro apura informações da Conab, IBGE e USDA
A divulgação dos números da Conab, do IBGE e do USDA apresentados no último dia 10 são destaques do Balanço do Mercado da Soja desta segunda-feira, que traz também o resultado histórico das exportações brasileiras de soja .
Lembrando que o balanço do mercado da soja elaborado pela Rural Centro apresenta as principais informações do setor. A ideia é que o produtor encontre em apenas uma página tudo o que é importante para o desenvolvimento do seu negócio e as principais notícias dos últimos dias.
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O desequílibro entre a oferta e demanda do mercado da soja ficará ainda mais apertado, caso os números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) se confirmen. Isto porque a previsão é de forte queda de 14% na produção da safra 2011/12.
Ao todo, o Brasil deverá colher na safra 2011/12 quase 66,7 milhões de toneladas de soja, volume que é 1,6% maior que a previsão anterior (65,6 milhões/t). Em contrapartida, a produção da atual temporada anota queda de 14% frente 2010/11 (76,3 milhões/t).
Já a área de plantio deverá atingir 25 milhões de hectares, quase o mesmo resultado do relatório anterior, apresentando elevação de 3,5% em comparação aos resultados da temporada 2010/11 (24,2 milhões de hectares).
A produtividade média está prevista em 2.665 quilos por hectare, 1,6% a mais que a expectativa do 7º levantamento (2.624 quilos/hec), porém 14% abaixo da média anotada na temporada precedente (3.116 quilos/hec).
A maior área é a do Estado de Mato Grosso prevista agora em 6,9 milhões de hectares, 8,6% a mais que em 2010/11 (6,4 milhões/hec), em seguida está o Paraná, com previsão de atingir 4,4 milhão/hec e em terceiro o Rio Grande do Sul (4,2 milhões/hec).
Entre os estados produtores, GO é o que se destaca, com rendimento estimado em 3.200 quilos, o maior do país e quase 50% a mais da média colhida na safra anterior (2.140 quilos).
A produção do Estado de Mato Grosso deve atingir 21,7 milhões de toneladas, a do Paraná, o segundo maior estado produtor, deve alcançar 11 milhões e Goiás que, graças a sua alta produtividade, deverá colher 8,5 milhões de toneladas.
Segundo os técnicos da Conab, o clima vem beneficiando os estados da região Centro-Oeste, com exceção de Mato Grosso do Sul.
IBGE: soja
Alguns dizem que mudança na metodologia, outros que é manipulação de dados, o fato é que os números da Conab nunca batem com as informações do IBGE sobre a previsão da safra de soja do país e o fato é que os técnicos do IBGE sempre têm uma perspectiva mais otimisma da atual temporada.
A produção esperada para a soja em 2012 é de 66,4 milhões de toneladas, menor 11,4% que a do ano passado. Embora a área a ser colhida (24.803.079 ha) aponte um aumento de 3,1%, o rendimento médio esperado (2.677 kg/ha) registra uma queda de 14,1%.
Como a Rural Centro já vem alertando nos Balanços anteriores os problemas são as condições climáticas desfavoráveis, principalmente na Região Sul.
Segundo os técnicos da entidade, o Rio Grande do Sul foi o estado que mais sofreu com a estiagem, acusando uma diminuição no rendimento médio de 44,8% e consequente queda de 43,8% na produção (6.526.600 t) frente à 2011. Esta redução pode ser ilustrada pela participação do Estado na produção nacional, que de 15,5% em
2011 passou para 9,8%.
Já no Paraná o efeito da seca resultou em queda da participação na produção nacional de soja de 20,6% para 16,4%, ficando em 10.884.752 toneladas. A Região Centro-Oeste é responsável por 52,5% da produção do grão neste ano.
USDA: soja
Dados divulgados no dia 10 de maio mostram que a produção mundial de soja atingirá 271,4 milhões de toneladas métricas, volume que é 14,6% maior que no ano comercial anterior (236,9 milhões/t) e 2,5% a mais que em 2010/11 (264,7 milhões/t).
Segundo o relatório Supply Demand, o maior produtor commodity continuará sendo os Estados Unidos, produzindo em 2012/13 um total de 87,23 milhões de toneladas métricas. Em segundo lugar ficará o Brasil com 78 milhões de toneladas e os argentinos, logo em seguida, contabilizarão uma produção de 55 milhões de toneladas.
O país que mais demandará soja será a China, o chamado Dragão Asiático, com projeção de importação de 61 milhões de toneladas.
Veja abaixo o quadro de oferta e demanda de soja:
Exportações de soja
O mercado da soja continua colhendo bons resultados nas exportações. Números da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) revelam que as vendas externas da oleaginosa acumularam 4,431 milhões de toneladas (US$ 2,262 bilhões) no mês analisado, 4,6% a mais que o volume visto em mar/12, um total de 4,237 milhão de toneladas (US$ 2,1 bilhões), porém abaixo do total visto em abril de 2011 – 5,1 milhões de toneladas e 2,417 bilhões de dólares.
No acumulado do ano (janeiro a abril), as últimas informações da Secex mostram resultados recordes.
Os embarques internacionais de soja acumularam 11,2 milhões de toneladas líquidas, maior volume da história, 36,2% a mais que no ano anterior (8,3 milhões/t) e 28,5% a mais que o resultado de 2010 (8,8 milhões/t).
A receita adquirida com as exportações da oleaginosa totalizou 5,5 bilhões de dólares, o maior resultado de todos os tempos, com alta de 37% em relação a 2011 (US$ 4 bilhões) e com ganho de 68,1% frente 2010 (US$ 3,3 bilhões).
Estudo Fiesp
Se tem algum relatório que está movimentando o setor é o do Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). A empolgação é porque os números de soja para 2020 são positivos.
Vamos começar pela produtividade, cujos problemas climáticos impendem crescimento significativa, de apenas 5,4%, siando de 3,12 toneladas/hectare na safra 2010/11 para 3,28 toneladas por hectare na safra 2021/22.
Já a área destinada ao plantio de soja deve aumentar 22% em 2020 frente à atual temporada, estimada em 29,5 milhões de hectares.
Com este aumento de área e produtividade, em 2020, o Brasil deverá colher quase 97 milhões de toneladas, com 47% destinado ao esmagamento, 48% para exportação e 5% para outros fins.
As exportações de soja devem crescer 43% nos próximos dez anos, totalizando 46,2 milhões de toneladas.
Mercado futuro da soja
Nesta segunda-feira, o mercado da soja na BM&FBovespa finalizou o dia com forte queda de 1,25%, com a posição jul/12 valendo US$ 31,70/sc.
Enquanto isso, o pregão noturno da Bolsa de Chicago, finalizou os trabalhos com reduções acentuadas entre 1,5% e 1,8%, com o mais curto prazo a US$ 14,79/bushel.
Preço da soja no mercado físico
Pelo segundo dia consecutivo, o preço à vista da soja em Dourados/MS opera a R$ 58/sc, mantendo trajetória positva desde meados de abril e anotando acréscimo de 4,65% em relação ao prmeiro dia útil do mês, quando o produtor local conseguia negociar a saca de soja a R$ 55,5.
Clima
Semana começa com frio na região Sul. Para segunda-feira, dia 14 de maio, a previsão é de formação de geadas no Paraná, planalto sul em Santa Catarina e Serra do Nordeste e Planalto do Rio Grande do Sul. Na região Nordeste, a seca continua no semiárido, mas deve chover no centro/norte do Maranhão, litoral sul da Bahia, litoral do Ceará e no leste entre o Rio Grande do Norte e a Paraíba.
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Quebra faz preço da soja atingir recorde |


