Previsão climática para as áreas produtoras de milho – este é o destaque do Balanço do Mercado de milho apresentado nesta terça-feira.

Que traz também as últimas informações da Conab, do USDA e do IBGE, além do resultado das exportações de milho em abril e no acumulado do ano.

O objetivo do Balanço é mostrar em apenas uma página as principais informações e notícias apresentadas nos últimos dias e assim auxiliar o produtor nas negociações diárias.

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Clima Preço do Milho: Mercado Físico  Preço Futuro USDA Conab
IBGE Exportação Projeção Fiesp Matérias Importantes  

Clima
Clima, InmetAs informações do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) mostram clima favorável para os produtores da região Centro-oeste e Sudeste.

As chuvas em ambas as regiões ficarão dentro da normalidade. As temperaturas no Centro-oeste ficarão dentro da média esperada, enquanto que no Sudeste há a possibilidade de acentuadas quedas em alguns períodos.

No Norte, as chuvas ficarão acima do normal, mas as temperaturas não registrarão mudanças bruscas. Cenário totalmente inverso ao que pode acontecer no Nordeste, onde as precipitações podem ficar abaixo da média.

No Sul do país, os produtores devem continuar sofrendo com a seca prolongada, com previsão de chuvas abaixo do normal no oeste da Região.

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Preço do Milho no Mercado Físico
Informações do Cepea (Centro de Estudos e Pesquisas em Economia Aplicada) mostram que nesta última segunda-feira (21), a cotação à vista do milho alcançou R$ 25,08/sc, com alta de apenas 0,2% em relação ao dia anterior (R$ 25,03/sc).

Em relação ao primeiro dia do mês, quando a saca de soja era vendida a R$ 24,57/sc, a valorização é de 2,1%.

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Mercado Futuro do Milho

O mercado do milho na BM&FBovespa encerrou o pregão de ontem  com resultados mistos, com o vencimento jul/12 a R$ 25,8/sc, subindo 0,23%.

A Bolsa de Chicago encerrou o pregão diurno de ontem  também com preços mistos, com o mais curto prazo negociado a US$ 6,33/bushel.

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USDA: Milho
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apresentou nesta última quinta-feira (10) a primeira estimativa sobre a produção mundial de grãos para a safra 2012/13.

No relatório Supply Demand, a estimativa de produção de milho 2012/13 está estimada em 945,8 milhões de toneladas métricas, 8,6% a mais que na safra 2011/12 (870,5 milhões/t) e 14% acima da safra 2010/11 (829 milhões/t).

A previsão é de que os Estados Unidos aumentam a produção do grão em  19,7% e assim continuarão na liderança, com total de 375,7 milhões de toneladas.

Em segundo lugar, com 193 milhões de toneladas, estão os chineses.

De acordo com a entidade americana, a produção brasileira de milho continuará com 67 milhões toneladas de milho.
 

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Conab: Milho
Com certeza, as informações mais preocupantes do último relatório da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) foram os da Região Nordeste.

A  Conab prevê uma queda significativa de 5,9 % na safra 2011/12 em relação à passada, estimando uma colheita de 5,2 milhões de toneladas de milho, 9,2% a menos que a safra 2010/11, o que corresponde a 5,8 milhões de toneladas.  A produtividade representou queda de 2,6 % (2.014 kg/ha) em relação à safra de 2010/11 (2.067 kg/ha). Até a área destinada ao plantio deverá cair, passando de 2,8 para 2,6 milhões de hectares, uma baixa de 7%.

A situação mais grave é no Rio Grande do Norte, onde a área deverá diminuir 80%, saindo de 73,5 para apenas 14,7 mil hectares, com o rendimento inferior a 270 quilos por hectare (60% a menos que em 2010/11) e uma colheita alarmante de 4 mil toneladas, 92% abaixo das 49,4 mil toneladas colhidas anteriormente.

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IBGE: Milho
1ª safra - A previsão de produção, já em fase de fechamento da colheita, é de 34,3 milhões de  toneladas, 1,7% inferior ao mês anterior em função, principalmente, da redução de 3,4% na área colhida.

A região Nordeste, que representa 11,9% da safra nacional, foi a que mais influenciou, reduzindo sua produção em 20,1%, a área plantada em 7,5%, a área colhida em 12,3% e o rendimento em 8,9%. Isso pode ser explicado pela prolongada e intensa estiagem que vem castigando alguns estados da região. O Ceará, nesta avaliação de abril, foi o que mais diminuiu sua estimativa de produção (-59,0%), seguido pelo Piauí (-24,5%), Rio Grande do Norte (-15,6%) e Bahia (-8,2%).

2ª safra – A previsão para a segunda safra nacional de milho é de 32,9 milhões de toneladas, apresentando acréscimos de 5,9% em produção, 1,6% em rendimento médio e 4,2% em área plantada quando comparada a março.

O principal estado responsável por este aumento foi o Mato Grosso do Sul, com acréscimo de 39,6% na produção e 19,9% em área a ser colhida.

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Exportação de Milho
Informações da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) apresentadas no dia 2 revelam que as exportações brasileiras de milho atingiram 103,6 mil toneladas, muito aquém das 280,2 mil toneladas enviadas a outros países em mar/12 e das 119 mil toneladas vendidas em abr/11. A receita de abr/12 somou 45,7 milhões de dólares.

Entre janeiro e abril deste ano, as vendas internacionais do grão somaram 1,515 milhão de toneladas, o menor nível desde 2006, 44,4% a menos que no mesmo período do ano passado (2,7  milhões de toneladas) e com queda de 23,3% em relação a 2010 (quase 2 milhões de toneladas).

A receita atingiu 452 milhões de dólares, 36,7% a menos que no mesmo período de 2011 (US$ 714 milhões), entretanto, com alta de 15,5% em relação a 2009, quando as exportações resultaram em uma receita de 391,6 milhões de dólares.

Destaque para o preço médio da tonelada que atingiu no período analisado US$ 298,4, o maior patamar de todos os tempos, 13,8% a mais que a média de 2011 (US$ 262,2/t) e de 2010 (US$ 198,1/t).

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Projeção Fiesp
Arrocho entre a oferta e demanda do milho na próxima da década – em resumo é isso que os números da Fiesp (Fundação das Indústrias do Estado de São Paulo).

A entidade acredita que em 2020 o consumo doméstico do milho atingirá 68,8 milhões de toneladas, 42% em relação a safra 2010/11.
Volume próximo da produção prevista para o ano citado, um total de 79,7 milhões de toneladas, 39% a mais que o atual.  Deste total, 74% serão destinados à ração animal, 14% à exportação (11 milhões de toneladas, com crescimento de 27%) e 12% direcionado à alimentação e outros fins.

Já a área disponível para o plantio da commodity crescerá em um ritmo mais lento, aumentando apenas 16% nos próximos 10 anos, totalizando 16,1 milhões de hectares.

36% do total produzido no país virá da Região Sul, em segundo lugar no ranking regional, com representatividade de 30%, estará o Centro-oeste, com 19% estará o Sudeste, com 9% o Nordeste e apenas 6% o Norte.

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