03 Sep 2010

Hoje o Globo Rural está ao vivo no parque de exposições da Expointer, em Esteio, no Rio Grande do Sul. Agora são 6h11 e está chovendo bastante, como a gente pode ver aqui na pista central, mas parece que o tempo não foi obstáculo para os negócios. Este ano, os números superaram as expectativas.

Hoje, a feira entra no seu sétimo dia e o volume de negócios está maior que o esperado. Alguns recordes já foram quebrados aqui.

O aperto de mãos sela mais um negócio na Expointer. O pecuarista Ariovaldo Velho comprou 150 doses de sêmen para inseminar as vacas da propriedade, que fica em São José dos Ausentes, na serra gaúcha.

“O melhoramento acontece só com o tratamento de aplicação de sêmen, porque em vez de comprar um touro para aplicar em 20, 30 vacas, tu compras um sêmen, que aplicas em quantas quiseres e não tem o desgaste do touro”, explica Ariovaldo.

A pecuária brasileira conquista cada vez mais investidores. A genética desenvolvida aqui vai ser exportada para a Rússia. Serão enviados duzentos embriões da raça Hereford em março do ano que vem.

“Essa situação nos coloca numa condição de competitividade em nível mundial. Porque nós, mais do que vender carne, temos condições de vender também genética”, afirma Antonio Cabistani, da Associação Brasileira de Hereford e Braford.

Avanços que contribuem para os bons resultados da feira. Os números, mesmo parciais, superaram o das últimas edições. Já foram comercializados R$ 11,6 milhões no setor de animais.

“Quando a parte dos animais, a exposição de animais, a comercialização dos animais, vai bem, todo o resto vai bem também. Então eu acredito que nós vamos ter também uma excelente comercialização nessa Expointer”, diz José Arthur Martins, organizador da feira.

E como em todos os anos, sempre tem aqueles animais que se destacam. Com 1.265 kg, este touro charolês é o animal mais pesado da Expointer dois mil e dez, título conquistado a base de 28 kg de ração por dia, fora a sobremesa: pasto à vontade. Já o mais caro é este cavalo crioulo, que vale cerca de R$ 5 milhões. CRT Guapo foi comercializado por cotas, e é responsável pelo maior negócio da história da feira.

Esse animal foi vendido em cotas num total de R$ 1,25 milhão. Um dos compradores é Evaldo Rosa, que adquiriu três cotas, ou seja, 15% do cavalo. “Representa comprar 12 coberturas anuais enquanto o cavalo existir. Neste caso, hoje ele é um ícone da raça. Prova-se isso através da sua progene. Ele já produziu um grande campeão de Esteio, um grande campeão da FIC, um quarto colocado nesta feira, algumas filhas foram premiadas, além de outros filhos importantes que foram, na raça, produzidos por ele, além do biótipo que se enquadra dentro do estande que a raça procura”, diz o criador.

Esses negócios estão fechando debaixo desse mau tempo que estamos vendo na Expointer.

Fonte: Globo Rural



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