04 Oct 2011

Atividade ganhou espaço nas principais regiões produtivas do estado. Em 2011, a intenção de confinar cresceu 34% até o mês de julho.

Um mercado que não para de crescer em Mato Grosso. No estado brasileiro que detém o maior rebanho bovino do país - 28 milhões de bovinos - o confinamento tornou-se opção para o pecuarista que quer acelerar o ganho de peso dos animais e atender à demanda do mercado na época de entressafra, quando o volume de animais nos pastos é insuficiente para abastecer as plantas frigoríficas. Em quatro anos, o número de bovinos criados em regime diferenciado evoluiu 39%, passando de 426,5 mil cabeças para 593,6 mil, entre 2007 a 2010.

Para 2011, a intenção de confinar animais apresentou alta de 34% até o mês de julho em comparação com o acumulado de 2010. Na prática, pecuaristas querem colocar à disposição do mercado um plantel de 798,4 mil cabeças. Durante toda entressafra do ano passado, foram 592.834 mil. Otávio Celidônio, superientendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), destaca que no estado, os confinamentos são responsáveis por destinar boa parcela de animais para abate.

"Em Mato Grosso, 18% do que é abatido vem do confinamento. Isso é uma questão de mercado", destacou Celidônio, em entrevista ao G1. O uso de confinamentos pelos pecuaristas deve contribuir para que até 2020 Mato Grosso aumente seu rebanho bovino, passando de 27,9 milhões de animais para 33,9 milhões.

O vice-presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo), Paulo Bellincanta, aposta em um cenário positivo em relação ao confinamento de animais no estado: estima-se que até 2020 a relação de animais enviados para abate seja distribuída de maneira igual entre pasto e aquilo proveniente dos confinamentos.

"Estamos em um ritmo de crescimento. Pelo menos até 2020, podemos ter 50% dos animais para abate oriundos dos confinamentos", salientou. Bellincanta explica que entre as vantagens de criar animais em ambientes diferenciados está a velocidade proporcionada para engorda do bovino. "Em vez de você esperar 360 dias para o boi ficar pronto para o abate, você gasta em média 90 dias. É muito rápida [a evoluçaõ]", comentou.

O superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, expõe que o confinamento tornou-se uma tendência, por aproveitar o potencial produtivo de grãos no estado. De acordo com ele, nos polos produtivos a atividade ganhou espaço. "Vemos os projetos de confinamento no estado crescendo ao redor das áreas de regiões produtoras de grãos como Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Primavera do Leste, Campo Verde", complementou.

Cinquenta por cinquenta

Vacari diz que é preciso aguardar o desempenho do mercado para saber se nos próximos anos a matéria-prima usada nos abates será proveniente do pasto (50%) e confinamento (50%). "O confinamento tende a aumentar. O que ele vai atingir depende de vários fatores: mercado, indústria, consumidor. É ver o que irá ocorrer".

Abates maiores

Em dez anos a capacidade de abate do estado deve aumentar 95%, evoluindo de 4,1 milhões de animais por ano para 8 milhões de cabeças. O crescimento no número de animais para abastecer o setor frigorífico estará diretamente associado ao incremento programado para o rebanho mato-grossense, que em uma década aumentará 18%, de acordo com a estimativa do Imea.

Regionais

Nas regiões do estado, o uso de confinamento para engorda de animais cresceu. O médio-norte, nordeste e centro-sul apresentaram a maior evolução de 69,4%, 61,9% e 58,4%, respectivamente, na comparação com 2010. No entanto, o sudeste foi a único que apresentou redução do rebanho a ser confinado de 18,1%, segundo apontou o Imea, no levantamento sobre as intenções de confinamento divulgado em julho deste ano.

A distribuição da entrega do animais para o abate no ano de 2011 mostrou que os maiores volumes continuam sendo os meses de outubro, com 26%, e setembro com 25%. E o mês de novembro, com 17%, surge como 3ª maior oferta do ano, superando a registrada em agosto, com 14% do total, segundo Imea.

Fonte: G1



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