Campeão da produtividade de soja nos Estados Unidos visita Chapadão do Sul
19 Oct 2011
O Prefeito Jocelito Krug recebeu nesta quarta-feira (19), no gabinete, a visita do norte-americano Kip Cullers, um fenômeno da produtividade de soja nos EUA, com média de 173 sacas por hectares. O norte-americano está em Chapadão do Sul para ministrar uma palestra a produtores da região sobre as técnicas usadas nas lavouras. Ele também visitou a Fundação Chapadão.
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Kip Cullers ganhou dez vezes o campeonato de produtividade de soja nos Estados Unidos, com 173 sacas por hectare. Natural da minúscula Purdy, no Estado de Missouri, Kip Cullers esbanja o traquejo típico de um agricultor do Meio Oeste dos Estados Unidos. Tem fala ligeira, carregada do sotaque sulista, e é econômico mesmo quando discorre sobre o assunto de que mais entende: produzir muito em pouca terra. Aos 46 anos, Cullers é dez vezes campeão americano em produtividade de soja – em 2010, defenderá quatro títulos consecutivos.
Com a soja, detém o recorde mundial de 173 sacas colhidas num único hectare, marca cravada em 2008. Tais números lhe conferiram celebridade e, por estar sempre na televisão dando entrevistas, ganhou o apelido de “Bon Jovi do campo”, cunhado pela imprensa americana. Famoso nos Estados Unidos, o produtor desembarcou no Brasil, no início de fevereiro, para excursionar pelo Centro-Oeste. Durante uma semana, partilhou com os maiores produtores da região as técnicas de Professor Pardal que fizeram suas lavouras redefinirem os limites imagináveis de produtividade. “O Brasil é a nova fronteira. Tem o melhor clima do mundo. Também pode chegar lá”, disse.
100 sacas por hectare são comuns em talhões comerciais do americano. A dúvida logo suscitada pelos números é sobre como Cullers chegou lá. “O que faço é experimentar. Pego alguns hectares e faço todo tipo de experimentos. Às vezes falho miseravelmente”, relatou.
Os experimentos acontecem num pedaço de quatro hectares que o agricultor, há 30 anos, faz de laboratório. Lá, testa novas variedades de sementes geneticamente modificadas, às quais aplica diferentes técnicas de plantio. Utiliza irrigação em abundância nos estágios iniciais da vida da planta – acredita que mantê-la em temperaturas moderadas ajuda a reduzir a perda da florada. Utiliza com frequencia esterco de galinha. “Procuro sempre ter um pé de soja de um verde-escuro. Significa que há uma maior concentração de clorofila. Isso eleva os níveis de fotossíntese da planta e sua produtividade também”, explica. Ao fim dos testes, a combinação que resulte em maior produtividade é repetida em escala comercial na lavoura.
Fonte: Fala MS