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- terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Postado em: 12/03/2010 13:57:41
Fonte: AVISITE
Editoria: Geral

Abatedouros de frango dos EUA procuram se adaptar às exigências russas

 Embora já esteja entrando no seu terceiro mês, o embargo russo à carne de frango de procedência norte-americana (cujas carcaças são higienizadas em banho de cloro) ainda não teve maiores implicações nas duas partes pelo simples fato de os portos russos permanecerem normalmente fechados (devido ao inverno) no primeiro bimestre do ano. Assim, as perdas dos exportadores norte-americanos são pequenas, porque os embarques do período são mínimos. E o mercado consumidor russo não sofreu desabastecimento (o que os americanos exportam corresponde a 20% do consumo interno) porque há estoques para essa ocasião.
Mas a constatação de que - após duas rodadas de negociações, com missões especiais de Washington negociando com Moscou – não há até agora qualquer sinal de flexibilização por parte dos russos indica que, pela primeira vez, eles vêm sendo rígidos em suas exigências.
Indicação nesse sentido, aliás, vem dos EUA. Lá, a Sanderson Farms, quarta maior produtora norte-americana de carne de frango, acaba de anunciar que vem realizando experiências em várias de suas plantas com um novo processo químico de higienização de carcaças que, eliminando uso de cloro, “pode permitir a abertura do mercado russo ao seu frango”.
Segundo a própria Sanderson, os novos procedimentos implicam em um custo mensal, adicional, de US$20 mil por abatedouro. Mas, de acordo com a empresa, se justificam, pois no ano passado as exportações para a Rússia geraram receita cambial de US$45 milhões e responderam por 2,5% de todas as vendas da Sanderson.
Porém, as dores de cabeça enfrentadas pelos exportadores norte-americanos no mercado externo não se restringem à Rússia: desde o começo do ano abrangem, também, a China, que sobretaxou diversas empresas exportadoras dos EUA, sob a justificativa de que vinha praticando “dumping” no mercado chinês.
E uma das afetadas é a Sanderson Farms, que deve recorrer de uma taxação de 64,5% imposta pela China ao seus produtos. Neste caso, porém, as probabilidades de superação do problema são menores, pois – como menciona Joe Sanderson, CEO da empresa, “a taxação é apenas pequena parte de uma disputa comercial bem maior entre as duas potências”.

     
 
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