Balanço do Mercado de Milho: Rural Centro avalia números da Conab e do USDA
Apuração dos dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) - este é o destaque do balanço do mercado de milho desta terça-feira.
O objetivo é mostrar em apenas uma página as principais informações e notícias apresentadas nos últimos dias e assim auxiliar o produtor nas negociações diárias.
O USDA apresentou nesta última quinta-feira (9) os dados sobre a produção e a demanda de milho no mundo e nos principais países produtores. A conclusão é clara: Aumento da produção na atual temporada, porém alta também do consumo em todo o mundo.
A expectativa é que a produção mundial do grão atinja 864,1 milhões de toneladas métricas, volume que mesmo estando 0,5% abaixo do previsto no relatório de janeiro (868,1 milhões de toneladas), ultrapassa em 5,5% o total produzido mundialmente na temporada anterior, de 819,2 milhões de toneladas.
O crescimento da oferta acompanha a necessidade da demanda. O consumo total do milho está agora estimado em 867,6 milhões de toneladas, praticamente o mesmo da projeção de janeiro (868 milhões/t), 5,5% acima do total contabilizado em 2010/11, de 822,6 milhões/t.
No topo dos países produtores continuam os Estados Unidos (veja participação no gráfico abaixo), com total de 313,9 milhões de toneladas, lembrando que o país perde um pouco da concorrência no mercado internacional uma vez que parte da produção é direcionada à produção de biocombustível.
Os chineses na segunda posição devem produzir 191,8 milhões de toneladas. Com o consumo interno previsto em 191 milhões de toneladas, o dragão asiático deverá importar 4 milhões de toneladas do grão para gerar estoques e segurar o mercado.
O Brasil poderá produzir, segundo a entidade americana, 61 milhões de toneladas de milho, com consumo interno previsto de 52 milhões de toneladas. As exportações brasileiras de milho pode alcançar na temporada analisada 9 milhões de toneladas.
A União Européia produzirá 64,5 milhões de toneladas, insuficiente para suprir a demanda interna de quase 65 milhões de toneladas, necessitando importar 4 milhões de toneladas.
Focados agora no milho safrinha que começou a ser plantado no mês passado, a Conab finalmente apresentou modificações na estimativa da temporada 2011/12.
A área destinada à 2ª safra está esperada em 6,7 milhões de hectares, 13% acima do total registrado na safra anterior, de 5,9 milhões de hectares.
Destaque para o Paraná, cuja projeção de área está estimada em 1,9 milhão de hectares, 10,3% acima da área vista em 2010/11, de 5,9 milhões de hectares.
A produtividade de milho safrinha está agora esperada em 3.854 quilos/hectare, 7,2% a mais que no levantamento anterior, 3.595 quilos/hec, com alta aproximadamente 6% frente a safra anterior, de 3.645 quilos por hectare.
A produção está esperada agora em 25,8 milhões de toneladas, 31% acima do que foi colhido na safra anterior, de 21,6 milhões de toneladas.
A Conab projeta redução na produção de milho safrinha de dois estados apenas: de Tocantins (produção de 123,4 mil toneladas – queda de 8,3%) e DF (29,2 mil/t – retrocesso de 13,6%).
A área de colheita prevista para 1ª safra de milho está estimada em 8,6 milhões de hectares, com rentabilidade média agora encolhida para um pouco mais de 4 mil quilos de milho e com a produção esperada em 35 milhões de toneladas.
Ao todo (1ª e 2ª safras), a produção esperada é de 60,8 milhões de toneladas. Com os paranaenses no topo, com estimativa de 12,8 milhões de toneladas, 4,5% acima do total colhido em 2010/11, de 12,3 milhões de toneladas.
Em segundo lugar, o Estado de Mato Grosso espera colher agora 10,6 milhões de toneladas, seguido por Minas Gerais (7,4 milhões/t), por GO (7 milhões/t) e por SP (4,6 milhões/t).
MS, na sexta posição, com total de 4,4 milhões de toneladas é o destaque deste balanço nos tópicos clima e preço físico , confira!
Veja abaixo os números apresentados pela entidade no dia 9:
MILHO (em grão) 1ª safra – Aguarda-se para o milho 1ª safra uma produção de 34,2 milhões de toneladas, superior em 0,2% à observada em 2011. Apesar de haver um aumento de 7,8% na área plantada, houve diminuição no rendimento médio de 8,7% em relação ao ano anterior, o que proporcionou estabilidade na produção. O quadro favorável em relação ao incremento de área é reflexo da recuperação dos preços do produto, o que se consolidou ao longo do ano de 2011, fazendo com que muitos produtores optassem por esse cultivo de verão, em detrimento de outras culturas. Na região Sul, maior produtora, a área plantada de 2,7 milhões de hectares é superior em 10,6% à de 2011 e a produção esperada de 13,1 milhões de toneladas, comparativamente ao mesmo ano, é inferior em 15,3%.
MILHO (em grão) 2ª safra – A produção do milho 2ª safra deve alcançar 28,3 milhões de toneladas, o que representa 29,1% a mais que a produção do ano anterior. A área plantada e o rendimento médio também tiveram aumento de 11,1% e 11,5%, respectivamente. Este aumento deve-se a Mato Grosso e Paraná, primeiro e segundo maiores produtores, que tiveram sua produção aumentada 36,8% e 55,3%, respectivamente, em relação à safra de 2011.
Em janeiro deste ano, as exportações brasileiras de milho atingiram 852,5 mil toneladas líquidas, volume muito abaixo do total visto nos anos anteriores: 1 milhão/t em jan/11; 880 mil/t em jan/10 e 1,328 milhão de toneladas em jan/09.
Apesar desta queda, a receita do mês citado alcançou a segunda maior marca de todos os tempos: 243 milhões de dólares, abaixo apenas dos 251,4 milhões de dólares vistos no mesmo período do ano passado.
No ranking por Estado, Mato Grosso mantém a liderança, com participação de 58,6% e total embarcado de quase 500 mil toneladas, 4º maior volume de toda a histórica, acima dos patamares de 2011 (771,2 mil/t); de 2010 (852 mil/t); de 2009 (831,3 mil/t).
Paraná continua na segunda posição com total de 194 mil toneladas exportadas, em seguida GO, com 107,8 mil toneladas e em quarto MS com embarques de 38 mil toneladas.
MS é o hoje o foco dos números do preço físico e do clima nos tópicos abaixo.
O principal destino do milho brasileiro no mercado internacional é a Malásia, respondendo por mais de 20% e com negociações de 172,3 mil toneladas, o mais curioso é que este país começou a importar o grão recentemente, mais especificamente em 2009.
Os iranianos, em segunda posição, importaram 125,5 mil toneladas do grão. Taiwan, em terceiro lugar, comprou 118 mil toneladas e os marroquinos, logo abaixo, negociaram 112,6 mil toneladas do grão brasileiro.
Dia nublado com pancadas de chuva e trovoadas. Produtores do Estado do Mato Grosso, em plena fase de plantio do milho safrinha não pode deixar de prestar atenção ao clima. Dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
Finalmente os preços à vista do milho Dourados, MS, voltou a subir nesta segunda-feira, mas a alta não foi suficiente para o preço voltar ao patamar dos R$ 25 a saca.
O milho opera agora a R$ 24,50/sc, com incremento de 2% frente o dia anterior (R$ 24/sc).
O preço atual é 5,8% menor que o verificado no mesmo período de 2011, de R$ 26/sc.
O mercado do milho na BM&FBovespa encerrou esta última segunda-feira com resultados positivos, com o contrato mar/12 apresentando crescimento de 0,67%, operando a R$ 26,98/sc e com o vencimento mai/12 valendo R$ 25,53/sc apresentando uma alta de 0,63%.
A Bolsa de Chicago fechou o dia com estabilidade, com a posição mar/12 valendo US$ 6,39/bushel e com o vencimento mai/12 operando a US$ 6,43/bushel.
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