Balanço do Mercado de Milho: Formação de Geada no Sul atrapalha produtores
Primeiro era falta de chuva, agora é a formação de geadas, seguramente o clima é o fator mais preocupante do setor neste momento na Região Sul – este é o destaque do balanço do mercado de milho de hoje.
O objetivo é mostrar em apenas uma página as principais informações e notícias apresentadas nos últimos dias e assim auxiliar o produtor nas negociações diárias.
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Após um longo período de estiagem no Sul do Brasil, a previsão é de chuvas para os próximos dias, o problema agora é formação de geadas principalmente no planalto, campanha e serra do nordeste do Rio Grande do Sul e no planalto sul de Santa Catarina.
Segundo as informações do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), nas demais áreas da região Sul, a previsão é de tempo parcialmente nublado a nublado com possibilidade de chuvas isoladas em Santa Catarina e Paraná.
Pancadas de chuva e trovoadas também devem atingir todos os estados do Norte. A máxima prevista na região pode chegar a 35º C.
Cenário nada animador em São Gabriel do Oeste/MS, com a saca de milho atualmente negociada a R$ 21/sc, com tendência negativa nos últimos dias, atingido o menor resultado desde 26 de dezembro de 2011, quando os produtores locais negociaram a saca de milho a apenas 20 reais.
Além disso, o resultado atual é 14,3% menor que o valor visto no mesmo período do ano passado (R$ 24,5/sc).
O pregão noturno da Bolsa de Chicago desta terça-feira encerrou com preços positivos, com o mais curto prazo valendo 6,26 dólares.
Enquanto isso, a BM&FBovespa encerrou o pregão de ontem em alta, com a posição mai/12 valendo R$ 24,2/sc e com o contrato set/12 negociado a R$ 24,7/sc.
Já a Bolsa de Chicago encerrou o pregão diurno do dia 23 anotando aumento entre 1,6% e 1,8%, com o vencimento mai/12 negociado a US$ 6,23/bushel.
Informações apresentadas na manhã desta terça-feira pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) revelam que na Primeira Safra de Milho a área de plantio deve atingir 8,6 milhões de hectares, com crescimento de 8,4% em relação à safra anterior (7,9 milhões de hectares).
Cada hectare deverá produzir 4.210 quilos de milho, 7,2% a menos que na safra anterior (4.538 quilos/hectare). Apesar da redução, a produção deve somar na atual temporada 36,1 milhões de toneladas, apenas 0,6% a mais que em 2010/11 (35,9 milhões/t).
O mercado aquecido está aumentando os ânimos dos produtores, principalmente do MT, com produção esperada em 706,4 mil toneladas, com acréscimo de 93% frente 2010/11 (366,3 mil/t).
Em sentido contrário, problemas com a estiagem, levaram o produtor gaúcho a aumentar a área destinada ao plantio em 5% (1,2 milhão/hec), porém, com o clima prejudicando as lavouras a produção deve cair 39%, baixando de 5,8 para 3,6 milhões de toneladas.
Em relação ao plantio do milho safrinha, a área deve aumentar em 20%, saindo de 5,9 para 7 milhões de hectares,enquanto isso, a rentabilidade esperada deve subir 12,5%, estimando-se 4.104 quilos/hectare. A produção deve totalizar 29 milhões de toneladas, com aumento de 35% frente 2010/11 (21,5 milhões/t).
Ao todo, a área referente ao cultivo de milho (1ª e 2ª safras) pode atingir 15,7 milhões de hectares, 13,4% acima da área registrada em 2010/11 (13,8 milhões de hectares). A produtividade, praticamente estável, pode anotar média de 4.162 quilos/hec.
A produção total de milho pode acumular 65 milhões de toneladas na atual temporada, 14% a mais que em 2010/11 (57,4 milhões de toneladas).
IBGE
Segundo a entidade, a soma das duas safras de milho deve alcançar uma produção de 66,0 milhões de toneladas, superior 4,3% em relação ao último levantamento. Este aumento reflete a variação positiva na área plantada (2,9%) e no rendimento médio (2,1%).
A previsão para a segunda safra de milho apresenta acréscimo de 6,1% na área plantada, 2,8% no rendimento médio e 9,0% na produção na comparação com fevereiro. Mato Grosso, maior produtor desta safra (37,6%), teve aumento da área plantada (10,7%), em relação à estimativa anterior, devido ao bom preço do produto e à maior janela de plantio em relação ao ano anterior, devido ao início do período chuvoso, dentro da média histórica.
No relatório Supply Demand do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), a estimativa de produção de milho foi ampliada para 864,97 milhões de toneladas métricas, acima da produção anotada na safra 2010/11 (828,97 milhões/t) e na safra 2009/10 (819,35 milhões/t).
Estados Unidos continuam na liderança como maiores produtores da commodity, com total de 313,92 milhões de toneladas. Os chineses, na segunda posição do ranking mundial, devem produzir 191,8 milhões de toneladas.
Na terceira posição, com total de 64,5 milhões de toneladas, está a União Européia. Em quarto lugar, o Brasil deve produzir 62 milhões de toneladas de milho.
Em março de 2012, os embarques internacionais de milho atingiram 280,2 mil toneladas, um pouco acima das 279,2 mil toneladas enviadas a outros países em fev/12, mas anotando redução de 28,65 em comparação ao total vendido em mar/11, de 392,5 mil toneladas. A receita de mar/12 somou 79,8 milhões de dólares.
Apesar do crescimento verificado entre fevereiro e março de 2013, no acumulado do ano em relação aos anos anteriores os números não são positivos.
No primeiro trimestre do ano, as vendas internacionais do grão somaram 1,412 milhão de toneladas, 45,8% a menos que no mesmo período do ano passado (2,6 milhões de toneladas) e com queda de 20,3% em relação a 2010 (1,8 milhão de toneladas).
Segundo as informações apresentadas pela Secex (Secretaria Comércio Exterior) ontem a receita atingiu 404,7 milhões de dólares, o terceiro maior resultado de todos os tempos, acima do faturamento de 2011 (US$ 677,8 milhões) e de 2009 (US$ 437 milhões).
Cada tonelada de milho foi exportada a uma média de US$ 286, o maior resultado de toda a história, com alta de 10% frente 2011 (US$ 260/t) e 46,7% frente 2010 (US$ 195/t).
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