Produtores conhecem vantagens do cultivo da soja livre

18 Jun 2012

Participando pela primeira vez do Congresso Brasileiro de Soja 2012 (CBSoja), o Programa Soja Livre (PSL) despertou o interesse de produtores e cientistas participantes do evento. Mais de 1,5 mil pessoas conheceram as vantagens do cultivo da soja não-transgênica.

O programa nasceu há 3 anos, fruto de parceria entre a Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), em razão da demanda dos produtores mato-grossenses por oferta de cultivares se soja não-transgênica e foi justamente no congresso sediado em Cuiabá, que o PSL se consolidou entre representantes do setor no Brasil e dos principais produtores de soja do mundo.

Com sementes testadas e aprovadas, o PSL abriu o debate sobre o cultivo da soja não-transgênica como uma opção de maior produtividade e rentabilidade, quebrando paradigmas difundidos nos últimos anos pela indústria da transgenia.

Na safra 2011/2012, o PSL instalou e conduziu 26 unidades demonstrativas e mais de 50 áreas demonstrativas com 22 variedades de soja convencional da Embrapa, nas principais regiões produtoras de soja no Brasil.

Os resultados mostram índices de produtividade da soja convencional acima da média. Em Mato Grosso, na safra 2010/11, o desempenho do cultivar BRSGO 8660 na região médio norte do estado, por exemplo, foi de 74 sc/ha.

Além disso, os produtores que optam pela rotatividade no cultivo, fazem a melhor escolha ambiental e ainda podem lucrar com isso. Tratada como uma especialidade, a saca de soja livre é comercializada por até R$ 3 a mais que a transgênica.

Estima-se que, com a economia no pagamento de royalties e os prêmios pagos pelo cultivo de soja livre, é possível obter um rendimento de até R$ 200 mil a mais para cada mil hectares plantados com sementes não-transgênicas.

Outro ponto observado pelos produtores foi a vantagem competitiva no mercado externo. Entre os maiores concorrentes do Brasil estão Estados Unidos e Argentina, que hoje não têm condições de oferecer ao mercado consumidor mais exigente a soja não-transgênica.

Apesar da crise econômica, o mercado europeu tem aumentado a procura por produtos não-transgênicos e é uma forte tendência para os mercados da Coréia do Sul e Japão.

Na última safra, foram certificadas 6 milhões de toneladas de soja livre, mas o país tem produzido muito mais que isso. A estimativa é de que 28% da colheita de 70 milhões de toneladas seja de soja não-transgênica, o que prova que o setor tem condições de atender a uma demanda que tende a crescer diante da exigência do consumidor final.

Para chegar à mesa desses consumidores, principalmente na Europa, as indústrias de alimentos fazem questão de destacar nos rótulos de suas embalagens a ausência de qualquer produto transgênico em sua composição. O mesmo se reflete em outras cadeias, como a da carne, aumentando, por exemplo, a busca por farelo de soja não transgênico.

Fonte: 24 Horas News



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