Brasil e Paraguai cooperam para produzir biodiesel

24 May 2013

Brasil e Paraguai podem trabalhar juntos em um projeto de produção de biodiesel, incentivando as pesquisas para descobertas de novas matérias-primas, aproveitamento de subprodutos e avaliando a qualidade do combustível. A proposta foi recebida durante visita de pesquisadores paraguaios da UNA (Universidad Nacional de Asunción) e do INTN (Instituto Nacional de Tecnologia).

Atualmente, o país vizinho não tem reservas de petróleo e importa toda a gasolina e o diesel que consome. O problema se agrava à medida que a demanda cresce juntamente ao poder aquisitivo da população, que ocasiou o crescimento da frota de veículos. Por isso, o governo paraguaio estuda o uso da biomassa para diminuir as compras externas e ainda gerar renda para a cadeia produtiva dos combustíveis renováveis, envolvendo agricultores e indústrias no projeto.

Consumo de combustível no Paraguai
Assim como faz o Brasil, o Paraguai adiciona 25% de etanol anidro à sua gasolina. O combustível renovável, feito a partir da cana-de-açúcar, é vendido também como hidratado ou com mix de 15% de gasolina, forma mais comum de comercialização nos postos.

O biodiesel é outro combustível alternativo produzido naquele país. A matéria-prima principal é gordura animal. Deste modo, o produto é misturado ao diesel convencional, feito a partir do petróleo, na parcela de 1% a 2%. O volume produzido, no entanto, ainda não atende a demanda paraguaia, diz o engenheiro químico Sergio Rodriguez, no INTN. 

Por isso, o instituto está buscando na universidade pesquisas que utilizem outras fontes para produzir o biodisel. As apostas, por ora, estão voltadas para o pinhão-manso e as palmeiras, cujo uso já é estudado no Brasil pela Embrapa Agroenergia. A unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária lidera duas redes de pesquisa, fomentadas pela Finep, a Agência Brasileira de Inovação. Enquanto o Propalma pesquisa a viabilidade do uso de macaúba, babaçu, tucumã e inajá, todas palmeiras nativas, o BRJatropha realiza estudas para o processamento do pinhão-manso.

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Foto: Geisa Guterres / Informações: Embrapa Agroenergia

Fonte: Rural Centro



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